segunda-feira, 21 de julho de 2014

IMAGINAÇÃO CRIADORA : EPICURO - VIDA E OBRA - José Américo Motta Pessanha




Professor José Américo Motta Pessanha
 



Entrevista:(?) José Américo Motta Pessanha - 42min.

 
Professor José Américo Motta Pessanha
Ética : A Arte de Viver - 2min.


 Grande Professor
adoro aprender com ele
- a arte de viver.
Ade


Respostas do capitulo 2 do texto 

Platão e as ideias de José Américo Motta Pessanha


1- Com o dialogo Sócrates pretendia demolir as opiniões frágeis e enganosa, buscando conhecer a si mesmo e levar aos outros o autoconhecimento, para assim conquistar à própria alma.

2- Platão busca outro caminho para explicar a situação atual do universo naquele momento, diferente das outras dialéticas que buscavam as explicações em acontecimentos passado para explicar o presente. Ele já busca as respostas por meio das causas intemporais, que explicam sempre por que cada coisa é o que é.

3- Tendo a sua frente um problema, Platão dizia que era necessário o levantamento de uma hipótese para assim poder resolvê-lo, se ela então se apresenta satisfatória, passa a ser verificada e se diante de outra hipótese mais geral e assim sucessivamente ate uma hipótese se sobre sair diante de todas as outras que estão subordinadas a ela.

4- Embora sejam chamadas de ideais, elas não existem na mente humana, elas podem ser compreendidas como essência, elas que dão forma as coisas. Como no exemplo dado no texto, à cadeira é a essência seja ela de metal, madeira, colorida ou não, mas mesmo com essas diferenças ela não deixara de ser uma cadeira.

5- O processo de conhecimento se da do objeto mais obscuro e instável ate o mais claro e que passa a maior segurança. Para chegar nesse patamar é necessário passar por diversas fases, que são como o aprofundamento e reconhecimento do conhecimento que será necessário.

6- A reminiscência se da pelo fato de não estamos em total ignorância em relação às ideais, não temos desejo nem poder de procurá-las. Em vez disso, é uma condição necessária que temos em nossa alma alguma espécie de lembrança ou conhecimento do contato que tivemos com ela e que nos recordamos dessas ideais por vê-las reproduzidas em alguma coisa.

7- Para Platão a Ideia do bem se pela conclusão das hipóteses levantadas no método dos geômetras, segundo ele a ideia do bem é percebida com dificuldade, mas que ela que no mundo sensível cria a luz e no inteligível... [continua] 


EPICURO - VIDA E OBRA

José Américo Motta Pessanha

(Do livro: Os pensadores, Ed. Abril, 1985)

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 A perda da liberdade política — primeiro dominada pelos macedônios, depois pelos romanos — alterou profundamente os quadros dentro dos quais a Grécia Antiga vinha desenvolvendo sua experiência cultural e, em particular, sua criação mais arrojada: a especulação filosófica. Tornando-se parte do império fundado por Filipe da Macedônia e ampliado por seu filho Alexandre, o país passa a integrar vasto organismo político, verdadeiro mosaico de povos. Tendem a se diluir as distinções entre gregos e orientais, distinções que, então, os primeiros orgulhosamente proclamavam e procuravam preservar.

O historiador Heródoto (c.480-c.425 a.C.) mostrara que a raiz dessas distinções estava no senso de liberdade política que um grego possuía por pertencer a uma cidade-Estado, cônscia de sua autonomia e de suas tradições, e onde, ao usufruir os direitos de cidadania, ele não estava submetido a nenhum senhor. O abismo entre os gregos do período helênico e os "bárbaros" orientais provinha, segundo Heródoto, da consciência de liberdade que os gregos desenvolveram a partir da peculiaridade de sua organização social e política. Essa consciência de liberdade está ilustrada, pelo historiador, no episódio dos dois espartanos que, por ocasião das Guerras Médicas, se apresentam voluntariamente aos persas para serem sacrificados como expiação pelo assassínio dos embaixadores de Xerxes. Indagados sobre por que Esparta insistia em resistir ao Grande Rei, rejeitando as vantagens da rendição e da submissão, os dois gregos respondem, altaneiros, ao persa que os conduzia ao sacrifício: "Tu não podes compreender. Conheces apenas a vida de servidão. Jamais experimentaste a liberdade, para saber se ela é doce ou não. Do contrário, tu nos aconselharias a combater por ela não somente com a lança mas também com o machado".

Depois da batalha de Queronéia (338 a.C), que marca a derrota dos gregos frente à Macedônia, a situação muda completamente. O desaparecimento da autonomia da cidade-Estado torna sem sentido qualquer sentimento isolacionista. Mas, pelo fato mesmo de inserir-se no grande organismo político dos macedônios, a cultura grega se difunde, tornando-se patrimônio comum a todos os países mediterrâneos. Começa o chamado período helenístico, no qual, desde a morte de Alexandre até a conquista romana, a cultura grega vai progressivamente se impondo do Egito e da Síria até Roma e Espanha. E se Atenas inicialmente permanece como centro da investigação científica e filosófica, outros focos de atividade intelectual passarão depois a se afirmar, particularmente Alexandria.
No período helenístico as ciências particulares começam a ter desenvolvimento autônomo, despregadas do tronco original da antiga sabedoria filosófica. O século III a.C. é o século de Euclides, de Arquimedes (287-212 a.C.) e de Apolônio de Perga (c.262-c.180 a.C), um esplêndido século, portanto, para as matemáticas e a astronomia. Mas é também o século em que, no museu de Alexandria — cujo bibliotecário é o geógrafo Eratóstenes (275-194 a.C.) —, ocorre grande desenvolvimento da crítica filosófica e das ciências baseadas na observação. Surge um novo tipo de intelectual, inexistente na fase helênica: o especialista erudito. E se isso representa um impulso às especializações científicas, manifesta também o novo rumo que tomara o conhecimento, desde que sua meta deixara de ser o universo político: o da realização subjetiva e pessoal, que acompanha o ideal de ciência pela ciência.

Em busca da serenidade

As novas condições impostas ao mundo grego tornam impossível a participação do indivíduo no governo da polis, que o cidadão helênico conhecera sobretudo na fase democrática. O conhecimento deixa de ser preparação para a atividade política (como fora em Platão), passando a se ocupar do aprimoramento interior do homem. Distanciada das preocupações políticas, a filosofia aspira ao estabelecimento de normas universais para a conduta humana e se propõe a dirigir as consciências: o problema ético torna-se o centro da especulação de diferentes, correntes filosóficas.

As éticas helenísticas partem à procura do bem individual, de uma sabedoria que represente a plenitude da realização subjetiva: o alcance da perfeita serenidade interior, independente das circunstâncias. O bem não mais terá o sentido metafísico do Bem de Platão, fundamento das idéias, dos modelos do mundo corpóreo, e, consequentemente, sustentação tanto do sujeito do conhecimento e da ação quanto da própria realidade objetiva. O bem das éticas helenísticas terá acepção estritamente existencial: é o bem como sinônimo do que é bom para o indivíduo, para a vida de cada homem.
Para traçar o caminho que conduz à serenidade interior, algumas éticas helenísticas — o epicurismo e o estoicismo — partem de uma concepção do universo fundamentada racionalmente. Ao contrário do que propunha o socratismo, epicuristas e estoicos fazem da ciência sobre a natureza das coisas a base para suas construções morais. Bem diverso será o itinerário prescrito pelo ceticismo, fundado por Pirro de Élis (360-270 a.C): à imperturbabilidade de espírito só se chegaria partindo-se da suspensão de qualquer julgamento, renunciando-se a qualquer explicação científica, abandonando-se toda pretensão de alcançar certezas inatingíveis.

Outra corrente de pensamento que se manifesta no período helenístico é o ecletismo. Procurando um critério para a ação que escapasse às disputas das diferentes escolas, essa filosofia pretenderá estabelecer, para além das divergências, um "sentido comum", um consenso universal. Tal forma de pensar teve larga aceitação na fase romana e Cícero foi seu mais eminente representante.

O caráter de religiosidade, que se tornará evidente no pensamento ocidental a partir do século I d.C, afirma-se antes em centros orientais da cultura helenística, como Alexandria. Manifesta-se então acentuada tendência à fusão ou ao sincretismo religioso. Ao mesmo tempo, ocorre o confronto entre duas tradições: a greco-romana, formulada através de filosofias dotadas de alto índice de racionalização, e a da religiosidade oriental, fundada — como no judaísmo e no cristianismo — na noção de "verdade revelada". Os primeiros efeitos da repercussão do espírito religioso sobre a filosofia manifestam-se nos judeus-alexandrinos (do século II a.C. ao I d.C), nos neopitagóricos e platônicos pitagorizantes (entre os séculos I a.C. e III d.C.) e nos últimos defensores do pensamento e da religião do politeísmo: os neoplatônicos do século II ao século VI d.C.
O neoplatonismo constituiu a mais perfeita manifestação de sincretismo religioso dessa época e teve em Plotino (204-270) seu principal representante. Para o neoplatonismo — canto de cisne do pensamento da Grécia Antiga —, todos os seres resultariam de sucessivas emanações do Um, divino, transcendente e inefável. Antes de se calar, a filosofia grega medita sobre um último tema: o silêncio do Ser.
O jardim da amizade e do prazer

Nascido em 341 a.C, em Atenas ou em Samos, Epicuro teria acompanhado, dos catorze aos dezoito anos, os ensinamentos do acadêmico Pânfilo. E, através de Nausífanes de Teo, discípulo de Demócrito (c.460-370 a.C), teria conhecido as doutrinas desse grande atomista. Durante algum tempo ganhou a vida como professor de gramática. Em seguida deu cursos de filosofia, primeiro em Lâmpsaco, depois em Mitilene e Colofonte. Finalmente regressa a Atenas, por volta de 306 a.C, onde adquire uma pequena casa e abre uma escola de filosofia, que ficará conhecida como o Jardim de Epicuro.

Os alunos não têm em Epicuro um mestre no estilo tradicional: na verdade, formam um grupo de amigos que filosofam juntos. Epicuro exerce influência, não só pelo ensino direto como pela extraordinária personalidade. É um homem bondoso, de natureza terna e amável, que, apesar dos sofrimentos físicos impostos pela doença que o tortura e aos poucos o paralisa, cultiva as amizades, auxilia os irmãos e trata delicadamente os escravos. Por essa razão todos os que o conhecem dificilmente deixam seu convívio.
Epicuro foi intensamente venerado por seus primeiros discípulos, grandes admiradores seus. E cerca de dois séculos depois de sua morte — ocorrida em 270 a.C. — ainda será assim exaltado pelo poeta romano Lucrécio, seguidor e expositor de suas ideias:

 "Foi um deus, sim, um deus, 
aquele que primeiro descobriu essa maneira de viver 
que agora se chama sabedoria, aquele que por sua arte
 nos fez escapar de tais tempestades e de tais noites, 
para colocar nossa vida numa morada tão calma e tão luminosa".


As tempestades e a noite a que se refere o poeta Lucrécio significam os temores e as perturbações que agitam o espírito humano e que Epicuro teria ensinado como vencer. "A morada tão calma e tão luminosa" seria a meta proposta pelo epicurismo: a morada da serenidade e do prazer. Com efeito, toda a ética de Epicuro representa um esforço para libertar a alma humana de equívocos ou de infundadas crenças aterrorizadoras. A filosofia, para Epicuro, deveria servir ao homem como instrumento de libertação e como via de acesso à verdadeira felicidade. Esta consistiria na serenidade de espírito que advém da consciência de que é ao homem que compete conseguir o domínio de si mesmo.
O autodomínio — objetivo de toda reflexão filosófica — exige a libertação do jugo das falsas opiniões e a conquista do conhecimento verdadeiro e seguro da realidade e da posição do homem dentro dela. Consequentemente, a filosofia pode ser dividida em três partes que se articulam. Em primeiro lugar, a lógica, que permitiria distinguir quais as formas de conhecimento verdadeiro, quais as falsas. Em segundo lugar — com base nas soluções indicadas pela lógica —, uma física que mostrasse a verdadeira estrutura da realidade na qual se insere o homem. A lógica e a física constituiriam, assim, as disciplinas preliminares a possibilitar a descoberta dos fundamentos da ética. Esta seria a terceira parte da filosofia e seu objetivo último, constituindo a chave para abrir as portas da felicidade.

A teoria do conhecimento dos epicuristas (que eles chamavam de canônica) é empirista, isto é, reduz toda a origem do conhecimento à experiência sensível. As repetidas experiências dos sentidos, preservadas pela memória, dariam nascimento à antecipação (em grego: prolepsis), equivalente à noção geral ou conceito. Quando se ouve a palavra homem, por exemplo, antecipa-se a presença real e efetiva de um homem, sem que o mesmo esteja sendo apreendido de fato por qualquer dos sentidos. A prolepsis teria a função de classificar as experiências e fixar seus limites de variação. Seria em si mesma verdadeira, pois simplesmente registra e preserva as diferenças e semelhanças encontradas na experiência sensível.
A fonte da verdade

Depois que se possui um número suficientemente grande de prolepsis, podem-se formar juízos, verdadeiros ou falsos. A verdade de um juízo pode ser provada, segundo os epicuristas, de duas maneiras. Quando o juízo diz respeito a algo observável pelos sentidos, o critério é pura e simplesmente a concordância entre o juízo e os fenômenos sensíveis correspondentes. O segundo critério de verificação da verdade de uma proposição refere-se aos juízos sobre fenômenos não passíveis de observação através dos sentidos. Nesse caso diz-se que certa proposição é verdadeira se não entrar em contradição com outros dados fornecidos pela experiência (critérios da não-infirmação). Os fenômenos adotados como prova são apenas signos de uma realidade invisível. 

Por exemplo, segundo a doutrina atomista, adotada por Epicuro, 

"todos os corpos, por mais compactos que sejam,
 possuem interstícios vazios dentro deles". 

Esse juízo não é atestado diretamente pelos sentidos; mas, se não for admitido como verdadeiro, também não seria verdade que 

"a água destila através das rochas", 
ou que "o calor e o frio passam através das paredes".

A conjugação do conhecimento sensível e do conhecimento racional permite a Epicuro justificar sua adesão ao atomismo criado por Leucipo (meados do século V a.C.) e Demócrito (c.470-c.370 a.C). 
Com efeito, se os sentidos atestam o movimento como uma evidência, seria verdadeira, graças ao critério da não-infirmação, a teoria atomista, que apresenta uma explicação racional para o movimento, afirmando que tudo é constituído de átomos (invisíveis) que se movem no vazio.
Como os anteriores atomistas, Epicuro considera os átomos como infinitos em número, indivisíveis fisicamente (insecáveis) e imensamente pequenos (sua variação de tamanho estaria situada aquém do limiar de percepção); além disso, seriam móveis por si mesmos, pois o vazio não ofereceria qualquer resistência à locomoção. Leucipo e Demócrito haviam afirmado que os átomos, materialmente idênticos, diferiam uns dos outros apenas pela forma, pelo tamanho, pela posição ou, quando constituíam conjuntos, pelo arranjo. Epicuro, porém, introduz uma nova distinção: os átomos seriam diferentes também quanto ao peso.

  Os primeiros atomistas consideravam o peso uma resultante do tamanho dos átomos: os maiores, mais sujeitos aos impactos dos outros, locomovem-se com mais dificuldade e tendem a ocupar o centro dos agrupamentos de átomos, comportando-se como mais pesados. Ao contrário, Epicuro considera o peso um atributo inerente aos átomos, concebendo, portanto, um peso absoluto e não relativo. E devido ao peso é que os átomos, num momento inicial, são imaginados por Epicuro como "caindo"; mas, situados dentro do vazio, teriam que desenvolver, nessa "queda", trajetórias necessariamente paralelas. Isso significa que os átomos jamais se chocariam — dando origem aos engates e aos torvelinhos indispensáveis à constituição das coisas e dos mundos — se algum fator não viesse interferir naquele paralelismo das trajetórias.

 
Afastando-se do rígido mecanismo da física dos primeiros atomistas, Epicuro introduz então a noção de "desvio" (clinamen): sem nenhuma razão mecânica, os átomos, em qualquer momento de suas trajetórias verticais, podem se desviar e se chocar. O clinamen aparece, assim, como a introdução do arbítrio e do imponderável num jogo de forças estritamente mecânico: é a ruptura da necessidade, no plano da física, para acolher a contingência.
A justificativa do clinamen está garantida pela canônica de Epicuro: a evidência imediata revela que existe um ser — o homem — que, embora constituído de átomos (como todos os seres do universo), manifesta a possibilidade de arbítrio, pelo qual altera os rumos de sua vida ou, pelo menos, pode modificar sua atitude interior diante dos acontecimentos. A existência da vontade livre seria, portanto, o fato experimentado que, através do critério da não-infirmação, encontraria explicação no desvio que deve também ocorrer nas trajetórias atômicas. Inconcebível seria admitir que um composto (o homem) apresentasse atributos inexistentes em seus componentes (os átomos).

 A doutrina do clinamen serve, assim, para fundamentar, dentro de um universo de coisas regido pelo fatalismo e pela necessidade mecânica, a espontaneidade da alma, a autonomia da vontade, a liberdade humana. Na física Epicuro situa as premissas de sua ética.

A verdadeira sabedoria
Deuses e morte
Com sua concepção materialista da realidade, Epicuro pretende libertar o homem dos dois temores que o impediriam de encontrar a felicidade: o medo dos deuses e o temor da morte. Os deuses existem, afirma Epicuro, mas seriam seres perfeitos que não se misturam às imperfeições e às vicissitudes da vida humana. Os deuses viveriam em perfeita serenidade nos espaços que separam os mundos. Sua perfeição suprema constitui o ideal a que aspiram os sábios e deve ser objeto de culto desinteressado; não teria sentido adorá-los de maneira servil, temerosa e interesseira, pois eles desconhecem o mundo imperfeito dos homens e de modo algum atuam sobre ele. Quanto à morte, não há também por que temê-la. Ela não seria mais que a dissolução do aglomerado de átomos que constitui o corpo e a alma. 

A morte, portanto, não existe 
enquanto o homem vive e este não existe mais quando ela sobrevém.
   
  A libertação do temor dos deuses e da morte não basta para conduzir o homem à verdadeira felicidade. É necessário ainda que ele se liberte da ânsia incontrolada de prazeres e do incontido pesar pelas dores.

Integração com a natureza
Os prazeres e desejos

     A luminosidade racional da doutrina atomista permitiria ao homem afastar os sombrios temores que lhe intranquilizavam a alma, bem como reconhecer-se como um ser perfeitamente integrado na natureza universal. Enquanto ser natural, o homem — como os animais — pauta sua vida, espontaneamente, pela procura do prazer e pela fuga da dor. Mas a verdadeira sabedoria está além desse comportamento natural e espontâneo: sábio é reconhecer que há diferentes tipos de prazer, para saber selecioná-los e dosá-los. O hedonismo epicurista reconhece que o ponto de partida para a felicidade está na satisfação dos desejos físicos, naturais. Mas essa satisfação, para não acarretar sofrimentos, deve ser contida, reduzindo-se ao estritamente necessário: sábio é aquele que "com um pouco de pão e de água rivaliza com Júpiter em felicidade".

     Epicuro considera que todo prazer é basicamente um prazer corpóreo. Mas, ao contrário dos cirenaicos — corrente hedonista que se pretendia herdeira de Sócrates —, Epicuro afirma que o prazer que o homem deve buscar não é o da pura satisfação física imediata e mutável, o "prazer do movimento". Para Epicuro, o prazer que deve nortear a conduta humana — o prazer com dimensão ética e não apenas natural — é o "prazer do repouso", constituído pela ataraxia (ausência de perturbação) e pela aponia (ausência de dor). Ambas podem ser alcançadas na medida em que o homem, através do autodomínio, busque a auto-suficiência que o torne um ser que tem em si mesmo sua própria lei, um ser autárquico, capaz de ser feliz e sereno independentemente das circunstâncias. Para tanto, deve renunciar aos prazeres que possam ser fontes de aflição e aceitar a dor quando ela é portadora de um bem futuro (que nunca deve ser confundido com a suposta vida depois da morte). É necessário, portanto, fazer um cálculo utilitário dos prazeres e das dores possíveis, como primeiro passo para a conquista da felicidade. 
O enfrentamento da dor
Epicuro, porém, reconhece que as circunstâncias podem impor a dor como um fato inelutável. Sabedoria será então utilizar a liberdade interior e, através do artifício que essa liberdade permite, permanecer sereno e feliz. À dor presente, ensina Epicuro, pode-se escapar por meio da lembrança dos prazeres passados ou pela expectativa de prazeres futuros. Interiormente, o homem é livre para jogar, à vontade, com as imagens (eidola) que seriam resquícios corpóreos (formados de átomos mais tênues) de suas sensações. Epicuro — ele próprio um homem doente e vítima de terríveis sofrimentos físicos, ele próprio um grego sem liberdade política — teria dado a demonstração dessa técnica interior de evasão, capaz de permitir ao homem enfrentar serenamente as mais adversas circunstâncias. 

Seu hedonismo altamente espiritualizado, que fazia da contemplação intelectual e das delícias da amizade os mais elevados prazeres, legou às éticas posteriores uma lição que nunca mais será esquecida: a de que o homem também pode se sustentar de recordações e de esperanças.
   
A poesia do materialismo
     Na própria Antigüidade o epicurismo não sofreu reformulações. Os seguidores imediatos de Epicuro limitaram-se a cultuar a memória do mestre e a preservar e propagar suas ideias.
     Segundo Diógenes Laércio, a obra de Epicuro compreendia cerca de trezentos títulos, dentre os quais só Sobre a Natureza compreenderia 37 livros. Dessa grande quantidade de escritos, todavia, restou muito pouco: o próprio Diógenes Laércio conservou uma Carta a Heródoto (que trata da física), uma Carta a Pítocles (de "autenticidade contestada e tratando dos meteoros) e uma Carta a Meneceu (sobre moral); Diógenes Laércio faz seguir essas cartas de quarenta sentenças atribuídas a Epicuro e conhecidas sob a denominação de Máximas Principais. 
      Em 1888, K. Wotke descobriu, num manuscrito da biblioteca do Vaticano, 81 máximas de Epicuro, algumas já inseridas nas Máximas Principais. Por outro lado, as escavações realizadas em Herculanum trouxeram à luz uma biblioteca epicurista, contendo inclusive o Sobre a Natureza de Epicuro.
     Mas, se os escritos de Epicuro só são conhecidos de forma fragmentária, existe uma outra fonte para o conhecimento de sua doutrina: o poema Da Natureza das Coisas, de seu seguidor Lucrécio, que viveu em Roma entre os anos 99 e 55 a.C.

     Pouco se sabe da vida de Tito Lucrécio Caro. Nasceu provavelmente em Roma, onde foi educado.
     Quando conheceu a doutrina de Epicuro — "honra da raça grega" —, Lucrécio deslumbrou-se com seus ensinamentos, que lhe pareceram a chave para desvendar os segredos do universo e para abrir as portas da felicidade humana. Seguindo as pegadas do mestre, Lucrécio propõe-se à tarefa de libertar os romanos da religião que os oprimia e que sobre eles pesava com mais força do que outrora pesara sobre os gregos.

     Além de servir de fonte para conhecimento da doutrina epicurista, o poema de Lucrécio tem imensa importância literária: através dele Lucrécio se revela um dos maiores poetas da língua latina.
     Lucrécio matou-se em 55 a.C. Seu poema, escrito em intervalos de ataques de loucura, ficou inacabado e foi completamente revisado, para publicação, segundo algumas fontes, por um irmão de Cícero chamado Quinto. Segundo outras fontes, aquele trabalho foi feito pelo próprio Cícero, que tinha pelo poeta do materialismo profunda admiração.


sábado, 5 de julho de 2014

Wolfgang Amadeus Mozart - Serenade No. 10 in B-flat major, K. 361 "Gran Partida"




Wolfgang Amadeus Mozart - Serenata n º 10 em B bemol maior, K. 361 "Gran Partita"

- Compositor: Wolfgang Amadeus Mozart (27 de janeiro, 1756 - 5 de dezembro de 1791)
- Performers:
Oboé - Stephen Taylor (principal) e Melanie Campo
Clarinete - William Blount (principal) e Daniel Olsen
Bassett Horn - Gary Koch (principal) e Mitchell Weiss
Horn - Stewart Rose (principal), Scott Temple, William Purvis, e Russell Rizner
Fagote - Dennis Godburn (principal) e Marc Goldberg
Baixo de corda - John Feeney
- Condutor: Sir Charles Mackerras
- Ano da gravação: 1994

A Serenade No. 10 para ventos em B bemol maior, K. 361/370a, é marcado por treze instrumentos (doze ventos e cordas graves). A peça foi composta provavelmente em 1781 ou 1782 e é muitas vezes conhecido pelo subtítulo "Gran Partita", embora o título é um erro ortográfico e não da mão de Mozart. É composto por sete movimentos:

00:00 - I. Largo. molto Allegro
09:18 - II. Menuetto - Trio I - Trio II
19:35 - III. adágio
25:06 - IV. Menuetto. Allegretto - Trio I - Trio II
30:28 - V. romance. Adagio - Allegretto - Adagio
37:49 - VI. Tema con Variazioni
47:22 - VII. Finale. molto Allegro
- O movimento de abertura começa com uma introdução lenta em grande plano B em que tutti ritmos sincopados são definidos em oposição a passagens de solo para clarinete e oboé. Isto leva para o moderato Allegro, que é uma forma sonata monotemática. O primeiro tema da exposição se abre, originalmente apresentado em grande plano B nos clarinetes, depois retorna em Fá Maior nos clarinetes e oboés em uma forma modificada, como o segundo tema. Este tema continua a ser explorado no desenvolvimento e retorna na recapitulação, desta vez em B bemol maior em ambas as vezes.

- O segundo movimento é um minueto com duas seções trio contrastantes. A seção minueto é em B bemol maior e usa todos os instrumentos extensivamente. O primeiro trio é em Mi bemol maior e emprega apenas os clarinetes e clarinetes. Esta seção leva a uma repetição da seção minueto. A segunda seção trio está na relativa menor, Sol menor, e utiliza extensivamente o oboé solo, chifre de basset e fagote.

- O terceiro movimento, descrito por Goodwin como "praticamente um ensemble 'ópera' de sentimento apaixonado e calor sensual", marcada Adagio, é em mi bemol maior. Um pulso sincopado ocorre em quase todo o movimento enquanto que as linhas de solo alternar entre o oboé solo, clarinete e trompa basset.

- O quarto movimento é um segundo minueto; como o segundo movimento, tem duas seções trio. A seção rápida, staccato minueto é em grande plano B. O primeiro trio, por outro lado, tem menos notas staccata e está no menor paralelo, menor B-plana. Após a secção minueto é repetido, o segundo trio é jogado. Esta seção é em Fá Maior e é em grande parte legato.

- O quinto movimento, chamado romance, retorna ao ritmo lento e Mi maior tonalidade plana do terceiro movimento. O movimento começa e termina com uma seção Adagio na tônica e em compasso ternário, com muitas notas longas da melodia. Contrastando com estas seções é uma seção Allegretto entre eles, o que está em C menor e dispõe de pulso constante nos fagotes.

- O sexto movimento é um conjunto de seis variações sobre um tema andante em grande plano B. O tema é apresentado principalmente pelo clarinete solo. As variações fazem uso de vários motivos rítmicos e muitas vezes apresentam instrumentos de solo; por exemplo, a primeira variação apresenta oboé solo. Ao contrário das outras variações, todas as quais estão em B bemol maior, a quarta variação é em bemol menor B. As últimas duas variações são em tempos diferentes do resto do movimento: o quinto é marcado Adagio, enquanto a sexta está marcado Allegretto. A última variante é também em metros tripla, em contraste com as outras variantes, que são em compasso binário. Este movimento, sem variação de três, foi adaptado por Mozart como o segundo movimento do Quarteto Flauta em C maior (K. 285b).

- O sétimo e último movimento é um rondó. O movimento emprega muitas passagens tutti em que os oboés e clarinetes tocam em uníssono, particularmente no tema do rondó. Os episódios entre os retornos do tema apresentam um maior grau de interação entre os instrumentos.

Há uma referência famosa para esta peça no filme "Amadeus" (Milos Forman, 1984). O primeiro encontro de Salieri com Mozart está em um desempenho desta peça, onde ele a escuta e fica encantada. Esta é a sua citação fantástica no 3 º movimento (Adagio): "Na página parecia nada O começo simples, quase cômico apenas um pulso - fagotes e clarinetes - como uma sanfona enferrujada Então, de repente - muito acima dela - um... oboé, uma única nota, pendurado lá inabalável, até que um clarinete assumiu e adoçado-lo em uma frase de tal delícia! Isso não era composição por um macaco de circo! Esta foi uma música que eu nunca tinha ouvido falar. Cheio de tal desejo, tal desejo irrealizável, tinha me tremendo. pareceu-me que eu estava a ouvir a própria voz de Deus. "

 Wolfgang Amadeus Mozart 

- Serenade No. 10 in B-flat major, K. 361 "Gran Partita


- Composer: Wolfgang Amadeus Mozart (27 January 1756 -- 5 December 1791)
- Performers:
Oboe - Stephen Taylor (principal) & Melanie Field
Clarinet - William Blount (principal) & Daniel Olsen
Bassett Horn - Gary Koch (principal) & Mitchell Weiss
Horn - Stewart Rose (principal), Scott Temple, William Purvis, and Russell Rizner
Bassoon - Dennis Godburn (principal) & Marc Goldberg
String Bass - John Feeney
- Conductor: Sir Charles Mackerras
- Year of recording: 1994

The
Serenade No. 10 for winds in B-flat major, K. 361/370a, is scored for
thirteen instruments (twelve winds and string bass). The piece was
probably composed in 1781 or 1782 and is often known by the subtitle
"Gran Partita", though the title is a misspelling and not from Mozart's
hand. It consists of seven movements:

00:00 - I. Largo. Molto Allegro
09:18 - II. Menuetto - Trio I - Trio II
19:35 - III. Adagio
25:06 - IV. Menuetto. Allegretto - Trio I - Trio II
30:28 - V. Romance. Adagio - Allegretto - Adagio
37:49 - VI. Tema con Variazioni
47:22 - VII. Finale. Molto Allegro
-
The opening movement begins with a slow introduction in B flat major in
which tutti syncopated rhythms are set in opposition to solo passages
for clarinet and oboe. This leads into the Allegro moderato, which is a
monothematic sonata form. The first theme of the exposition opens,
originally presented in B flat major in the clarinets, later returns in F
major in the basset horns and oboes in a modified form as the second
theme. This theme continues to be explored in the development and
returns in the recapitulation, this time in B flat major both times.
-
The second movement is a minuet featuring two contrasting trio
sections. The minuet section is in B flat major and uses all the
instruments extensively. The first trio is in E-flat major and employs
only the clarinets and basset horns. This section leads into a repeat of
the minuet section. The second trio section is in the relative minor, G
minor, and extensively uses the solo oboe, basset horn and bassoon.
-
The third movement, described by Goodwin as "virtually an 'operatic'
ensemble of passionate feeling and sensuous warmth", marked Adagio, is
in E flat major. A syncopated pulse occurs almost throughout the
movement while solo lines alternate between the solo oboe, clarinet and
basset horn.

- The fourth movement is a second minuet; like the
second movement, it has two trio sections. The fast, staccato minuet
section is in B flat major. The first trio, by contrast, has fewer
staccato notes and is in the parallel minor, B-flat minor. After the
minuet section is repeated, the second trio is played. This section is
in F major and is largely legato.

- The fifth movement, labeled
Romance, returns to the slow tempo and E flat major tonality of the
third movement. The movement begins and ends with an Adagio section in
the tonic and in triple meter with many long notes in the melody.
Contrasting with these sections is an Allegretto section between them,
which is in C minor and features constant pulse in the bassoons.
-
The sixth movement is a set of six variations on an andante theme in B
flat major. The theme is presented primarily by the solo clarinet. The
variations make use of various rhythmic motives and often feature solo
instruments; for example, the first variation features the solo oboe.
Unlike the other variations, all of which are in B flat major, the
fourth variation is in B flat minor. The last two variations are in
different tempos from the rest of the movement: the fifth is marked
Adagio, while the sixth is marked Allegretto. The last variation is also
in triple meter, in contrast with the other variations, which are in
duple meter. This movement, without variation three, was adapted by
Mozart as the second movement of the Flute Quartet in C major (K. 285b).
-
The seventh and last movement is a rondo. The movement employs many
tutti passages in which the oboes and clarinets play in unison,
particularly in the rondo theme. The episodes between the returns of the
theme feature a greater degree of interplay between the instruments.


There
is a famous reference to this piece in the film "Amadeus" (Milos Forman
1984). Salieri's first encounter with Mozart is at a performance of
this piece, where he listens to it and is overwhelmed. This is his
fantastic quote on the 3rd movement (Adagio): "On the page it looked
nothing. The beginning simple, almost comic. Just a pulse - bassoons and
basset horns - like a rusty squeezebox. Then suddenly - high above it -
an oboe, a single note, hanging there unwavering, till a clarinet took
over and sweetened it into a phrase of such delight! This was no
composition by a performing monkey! This was a music I'd never heard.
Filled with such longing, such unfulfillable longing, it had me
trembling. It seemed to me that I was hearing the very voice of God."


Publicado em 02/07/2013-Licença padrão do YouTube

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Mozart - Divertimento in D major, K. 136 (1772)


Mozart - Divertimento in D major, K. 136 (1772)

Divertimento No. 1 in D major, K. 136 (K. 125a), "Salzburg Symphony No. 1" (1772)
1. Allegro [0:00]
2. Andante [5:34]
3. Presto [10:44]

A well-known and high-spirited composition 
for string quartet or string orchestra by Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).

Conductor: Florian Heyerick
Kurpfälzisches Kammerorchester Mannheim

Fragmento da Sinfonia N* 40 de Mozart
Por Smalin

Resenha: A Evolução Criadora, de Henri Bergson

Evolução Criadora
Henri Bergson foi uma grata surpresa quando o li pela primeira vez falando sobre  como a ciência só percebe a imobilidade da matéria. Para Bergson, a vida é móvel e a evolução é um processo criador que exclui a ideia de um finalismo radical. A evolução dos organismos sobre a Terra é algo que a ciência dificilmente poderá provar, pois
 “ há coisas que apenas a inteligência é capaz de procurar, mas que, por si mesma, não encontrará nunca. Essas coisas, apenas o instinto as encontraria; mas não as procurará nunca.” A inteligência é despertada no ser humano pelo ato de organizar o sólido inorganizado, pois o que existe de fluido na natureza e de vital no ser vivo lhe escaparão inteiramente, segundo Bergson. 
“ Nossa inteligência só se representa claramente a imobilidade”, diz ele.
 Como o ser humano se sente mais à vontade com os sólidos e a imobilidade, Bergson demonstra como nós ficamos espantados e maravilhados com a mobilidade do ser vivo e do mecanismo da evolução. A vida cria, e a inteligência humana não admite esse tipo de novidade, de maneira que a 
“inteligência é caracterizada por uma incompreensão natural da vida.” 
Neste livro, Bergson faz uma famosa  analogia do conhecimento humano com o método do cinema. Da mesma forma como esta última invenção da inteligência humana à época do nosso filósofo, o conhecimento que nós temos da matéria viva é feito de diversas “fotografias” da imobilidade postas em sequência, para com isso dar uma aparência de movimento tal como é feito no cinema. 
A ciência não é capaz de observar o devir constante da matéria. O erro está em pensarmos que o nosso conhecimento é feito de uma coleção de imobilidades. Se acreditarmos nisso, diz Bergson, cairemos no antigo sofisma de Zenão de Eléia. Esse filósofo nos deu o seguinte paradoxo: Se atiro uma flecha do ponto A para o ponto B, na verdade posso afirmar que a flecha nunca atingirá seu alvo, pois na verdade a flecha estará sempre imóvel. Mas isso é um absurdo, segundo Bergson. Ele explica que, 
“no fundo a ilusão provém do fato que, uma vez efetuado, o movimento depositou ao longo do trajeto uma trajetória imóvel na qual podemos contar tantas imobilidades quanto quisermos. De onde se conclui que o movimento, efetuando-se, em cada instante depositou embaixo de si uma posição com a qual coincidia. […] supor que o móvel está em um ponto de trajeto é, por um golpe de tesoura dado nesse ponto, cortar o trajeto em dois e substituir por duas trajetórias a trajetória única que era dada de início. É distinguir dois atos sucessivos ali onde, por hipótese, há um só. Enfim, é transportar para o próprio curso da flecha tudo o que se pode dizer do intervalo percorrido, isto é, admitir a priori esse absurdo  de que o movimento coincide com o imóvel.”
 A ciência moderna ainda está impregnada pela metafísica dos antigos, para quem a realidade está dada desde a eternidade, diz Bergson. Ele conclui afirmando que nosso pretenso empirismo cai por terra quando vemos que nossa ciência como a física, a química e a biologia, só estudam a matéria inerte. Todas essas ciências têm dificuldade em admitir uma realidade que cria, segundo Bergson. 
Com um estilo que lembra o de Schopenhauer, quando lemos Bergson entendemos o porquê dele ter sido agraciado com um prêmio Nobel em 1927. O livro é espetacular!

Li-Sol.30

musicanth


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Música: Ciência, Arte e Magia 01


01. Música: Ciência, Arte e Magia

Música & Magia


Episódio Piloto da série "Origens da Música"

O que realmente faz com que determinadas melodias 
nos despertem tantos sentimentos diferentes? 
Por que há melodias boas e outras não? 
O que faz uma boa melodia?


Música & Magia



Publicado em 24/06/2014-Licença padrão do YouTube